Tudo que você precisa saber sobre cirurgia bariátrica
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A obesidade aumenta exponencialmente no mundo e, cada vez mais, a cirurgia bariátrica vem se tornando uma importante alternativa de tratamento.
A obesidade aumenta exponencialmente no mundo e, cada vez mais, a cirurgia bariátrica vem se tornando uma importante alternativa de tratamento. Também chamada de Gastroplastia (gastro = estômago e plastia = plástica) ou cirurgia de redução do estômago, como o próprio termo sugere, a Bariátrica consiste em uma plástica no estômago e o objetivo é reduzir o peso de pessoas com o IMC alto - mais precisamente, acima de 35 Kg/m². Igualmente indicada para quem, além do sobrepeso, também sofre com apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, excesso de gorduras no sangue e problemas articulares.
Há três tipos básicos de cirurgias bariátricas:
Restritivas: apenas diminuem o tamanho do estômago, reduzindo, também, a quantidade de alimentos que o órgão é capaz de receber. A perda de peso se dá por uma sensação de saciedade precoce e por um regime orientado pelo médico.
Disabsortivas: além de diminuir o tamanho do estômago, também promove um desvio do trânsito intestinal. A perda de peso acontece pelo regime e pela redução na capacidade de absorver os alimentos.
Mistas: são consideradas as melhores opções entre os três tipos e as mais realizadas no Brasil e no mundo, pois promovem controle das doenças associadas e uma excelente manutenção do peso perdido a longo prazo. Além de uma restrição na capacidade do estômago em receber o alimento, a técnica também promove um desvio curto do intestino.
Antes da cirurgia, o paciente é submetido a uma avaliação clínico-laboratorial que inclui aferição da pressão arterial, dosagens da glicemia, lipídios e outras dosagens sanguíneas, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. No segundo momento, o paciente precisa realizar procedimentos pré-operatórios, como endoscopia digestiva, ecografia abdominal e, claro, uma avaliação psicológica.
Depois da cirurgia, o paciente perde uma grande quantidade de peso e melhora drasticamente as outras condições relacionadas à obesidade, como diabetes, pressão arterial, lipídios sanguíneos, altos níveis de ácido úrico e dores articulares. O problema é que esse paciente deve ser acompanhado o resto da vida, pois à medida que o peso diminui, se mantém ou sofre um pequeno aumento - o que é absolutamente normal -, a dieta também sofre alterações, mesmo que se continue balanceada. As reposições de vitaminas são feitas logo após o procedimento e mantidas por tempo indeterminado.
A cirurgia anti-obesidade é complexa e apresenta alguns riscos, como qualquer intervenção cirúrgica, mas impõe uma mudança drástica nos hábitos alimentares do indivíduo. Portanto, é necessário conhecer todos os prós e contras do procedimento, além de estar preparado para as orientações técnicas, que incluem, além do próprio cirurgião, um nutricionista ou endocrinologista e um psicólogo. O suporte emocional da família também é fundamental neste processo.
Fonte: Medical Site