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Os males do Efeito Sanfona

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Os males do Efeito Sanfona

Como nossos ancestrais já viveram longos períodos de escassez, nosso organismo aprendeu a estocar energia - que pode vir do descanso, da alimentação ou de ambos.

Como nossos ancestrais já viveram longos períodos de escassez, nosso organismo aprendeu a estocar energia - que pode vir do descanso, da alimentação ou de ambos. Forçá-lo ao contrário exige esforço, tempo e adaptação, pois tanto nosso cérebro quanto nosso estômago pensam juntos e em sintonia quando o assunto é garantir a “sobrevivência”. Dito isso, aquela dieta radical, mas com resultados milagrosos até pode culminar numa considerável perda de peso - mas ganhar tudo de volta será tão rápido quanto foi perder. É assim que nasce o temido Efeito Sanfona.

O efeito sanfona é um hábito muito comum e mudá-lo não é fácil. Mas é preciso ficar atento: fazer o peso oscilar em questão de meses pode ser muito mais perigoso que a obesidade em si. Emagrecer e engordar com frequência muda o metabolismo, além de aumentar o risco de desenvolver problemas cardiovasculares e de morte prematura, especialmente entre já predispostos.

Para se ter ideia, a flutuação constante de 1 kg na balança já é o suficiente para correr riscos. Se este número aumenta para uma diferença de 4 kg, por exemplo, o paciente fica 124% mais propício a ataques cardíacos. Como se não bastasse, há, ainda, uma relação direta entre essa oscilação na balança e o desenvolvimento de diabetes. Nesse contexto, o peso ideal vai ficando cada vez mais distante.

Portanto, para emagrecer com qualidade é necessário, antes de mais nada, submeter-se a uma reeducação alimentar e uma mudança de hábitos - não importa quanto tempo leve. Quando emagrece aos poucos, o indivíduo dá o tempo que seu organismo precisa para se adaptar e entender suas novas escolhas alimentares. Assim é possível perder os quilinhos extras de forma consciente, saudável e disciplinada. Saiba quais são os passos desse roteiro:

1) Reeducação alimentar: dá para comer de tudo, mas com moderação e fazendo escolhas saudáveis sempre que possível. O emagrecimento gradativo é também mais efetivo e duradouro.

2) Administração dos fatores de risco: fatores como sedentarismo, estresse e insônia favorecem o acúmulo de peso. Por isso, além da dieta, deve-se atentar para o organismo inteiro.

3) Auxílio médico: é importantíssimo o indivíduo buscar ajuda especializada de nutricionistas e endocrinologistas, que são os profissionais focados no tratamento da obesidade. Uma reeducação com acompanhamento é muito mais eficaz e segura.

4) Vigilância eterna: a tendência a engordar é perene. Algumas pessoas têm, outras não. Quem já foi obeso, tende a sê-lo de novo. Mas se mantiver o novo peso por pelo menos 2 anos, a tendência a voltar para o peso antigo diminui - embora sempre vá existir o risco. Portanto, a atenção é permanente!

Fonte: Medical Site

Guilherme Martins Delduque de Macedo

Cirurgia Bariátrica

Formado em Medicina pela Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) no ano de 2002 aos 22 anos.

PE 15018

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